Um percurso a pé com 78 paradas, de Praça de São Marcos a Calle dei Segretari.
As paradas
- Praça de São Marcos
É o único espaço de Veneza chamado “Piazza” — todos os outros são campos — porque única queria ser também no nome.
- Torre do Relógio de Veneza
Em 1493 o Senado da República de Veneza decidiu que Veneza merecia um relógio novo: o velho, num nicho da Basílica de São Marcos, nem sequer tinha mostrador e as horas só se ouviam de ouvido, com os toques de sino.
- A Vecia del Morter
Em 15 de junho de 1310 Veneza correu o risco de mudar de dono.
- Merceria dell'Orologio
O último trecho da Marzaria — a espinha comercial que liga Rialto a San Marco — é a Merceria dell’Orologio: começa sob o arco da Torre do Relógio, porta monumental da praça, e termina no Campo San Zulian (praça).
- Campo San Zulian
Um campo (praça) pequeno e sempre cheio de gente de passagem, no meio da Merceria entre a Praça de São Marcos e Rialto: o Campo San Zulian deve o nome à igreja que fica no meio dele e o separa do campiello (pracinha) homônimo.
- Chiesa di San Giuliano
Na Merceria, a poucos passos do Arco dell’Orologio, San Giuliano — San Zulian em veneziano — é uma igreja de fundação muito antiga.
- Ponte dei Ferali
Esta pequena ponte de pedra liga a Merceria di San Zulian à Calle Fiubera (rua veneziana) e é a única passagem sobre o curto rio dei Ferai (canal veneziano).
- Chiesetta di Santa Croce degli Armeni
Há uma igreja em Veneza que não se vê: escondida dentro do Sotoportego degli Armeni (passagem coberta), a poucos passos da Merceria e da Praça de São Marcos, a pequena igreja de Santa Croce é a única igreja armênia medieval da Itália ainda aberta ao culto de rito oriental.
- Spadaria
Uma calle (rua veneziana) estreita e cheia de vitrines, a poucos passos do campo (praça veneziana) San Zulian e da Calle Larga: a Spadaria deve seu nome às oficinas dos armeiros, fabricantes de espadas que forjavam as lâminas da Serenissima — espadas, punhais e armaduras para uma cidade guerreira, que também armava o próprio orgulho.
- Calle Larga San Marco
Chamam de “larga” porque é de verdade: num bairro de calli (vielas) estreitas, esta rua que das Mercerie dell’Orologio corre em direção ao rio di Palazzo Ducale (canal veneziano) foi uma das primeiras de Veneza a ser alargada.
- Farmacia all'Insegna del Salvatore
A dois passos da Spadaria, o Palazzo Anzelieri, dos mercadores vindos de Lucca, guarda na Calle Larga San Marco um dos tesouros mais raros do século XVIII da vida cotidiana veneziana: a Farmacia all’Insegna del Salvatore, uma antiga botica que parece ter parado no tempo.
- Calle al Ponte de l'Anzolo
Uma calle (rua) que promete um anjo — e o anjo existe mesmo, mas é preciso saber procurá-lo.
- Ponte del Remedio
A Ponte del Remedio, no coração de Castello, deve seu nome curioso a um certo Lorenzo Remedio, vendedor de malvasia que vivia aqui já no século XVI. Do ponto mais alto se abre uma das vistas de canal mais pitorescas da região, entre fachadas características — e na esquina do rio se ergue o Palazzo Soranzo, a Casa dell’Angelo, contada em sua ficha a poucos passos daqui.
- Palazzo Soranzo (Casa dell'Angelo)
Na esquina do Rio del Mondo Novo, com entrada pela Ponte del Remedio, o Palazzo Soranzo é conhecido como Casa dell’Angelo por causa de uma pequena imagem de mármore do século XIV, embutida na fachada: um anjo num oratório, ligado por uma lenda a uma história de demônios e macacos.
- Ponte Pasqualigo e Avogadro
Em Veneza não faltam pontes com dois nomes, mas aqui os nomes são dois porque os rios são dois: a Ponte Pasqualigo e Avogadro é uma ponte dupla de pedra que passa por cima do ponto onde o rio de San Zaninovo (canal veneziano) — também chamado del Remedio — encontra o rio di Santa Maria Formosa, a dois passos do Campiello Querini Stampalia.
- Campiello Querini-Stampalia
Pare no campiello (pracinha) e leia o palácio como uma casa que cresceu por gerações.
- Campiello Santa Maria Formosa
Atrás do grande teatro do campo (praça) ficam os seus bastidores: um campiello (pracinha) tranquilo sobre o rio di Santa Maria Formosa (canal veneziano), onde a igreja mostra a sua segunda fachada, classicizante, de 1542, com a estátua do general Vincenzo Cappello sobre a urna.
- Campo di Santa Maria Formosa
Entre San Marco e Rialto, no coração do sestiere de Castello (bairro; Veneza tem seis), se abre um dos campos maiores e mais vivos de Veneza: 120 metros de largo cercado de palácios góticos e renascentistas.
- Palazzo Malipiero-Trevisan
Separado do Campo Santa Maria Formosa (praça veneziana) por um braço do rio di Santa Maria Formosa (canal veneziano), o Palazzo Malipiero-Trevisan só pode ser alcançado por uma pequena ponte privada.
- Ruga Giuffa
A Ruga Giuffa é uma das calli (as vielas) mais elegantes atrás de Campo Santa Maria Formosa (campo é a praça) — e seu nome é um pequeno atlas: “ruga” em veneziano é a rua, enquanto “Giuffa” é quase certamente a corrupção de Julfa, a cidade armênia de onde vinham os mercadores que aqui moravam e comerciavam seda, algodão, lã e tinturas do Oriente.
- Palazzo Grimani a Santa Maria Formosa
No fundo do Ramo Grimani (travessa), a um passo do Campo Santa Maria Formosa (praça), se esconde o palácio mais romano de Veneza: a moradia que os irmãos Vettore e Giovanni Grimani — o procurador e o patriarca de Aquileia — transformaram em meados do século XVI numa domus antiga, com pátio porticado, estuques e afrescos “à romana” dos melhores mestres da escola.
- Palazzo Bon
No fundo da estreita Calle dell’Arco — que recebe o nome de um arco que a atravessa, sinal antigo de que as casas dos dois lados tinham o mesmo proprietário — entrevê-se uma das fachadas mais antigas da cidade: uma bifora de estilo veneto-bizantino do século XIII e revestimentos de mármores orientais.
- Salizada Zorzi
Salizada quer dizer “rua calçada”: foram as primeiras vias de Veneza a receber pavimentação, quando o resto da cidade ainda andava sobre a terra batida.
- Palazzo Zorzi a San Severo
Entre a Salizada Zorzi (uma das primeiras ruas pavimentadas) e o rio di San Severo (canal veneziano), no sestiere de Castello (bairro; Veneza tem seis), destaca-se o revestimento branco de pedra da Ístria do Palazzo Zorzi, também chamado Zorzi Galeoni.
- Palazzo Priuli all'Osmarin
Sobre a Fondamenta dell’Osmarin (cais), no canto com o rio que toma o nome da vizinha Ponte del Diavolo, o Palazzo Priuli é uma das mais belas casas góticas de Veneza: foi mandada construir por Giovanni Priuli, que aqui morreu em 1456.
- Fondamenta San Severo
No coração silencioso de Castello, esta fondamenta (cais) acompanha o rio di San Severo (canal veneziano), entre duas épocas da cidade.
- Palazzo Zorzi-Bon
No rio (canal veneziano) di San Severo, em Castello, espremido entre o Palazzo Zorzi, obra de Codussi e hoje sede da UNESCO, e o Palazzo Grimani di Santa Maria Formosa, fica o Palazzo Zorzi-Bon.
- Palazzo Dolfin a San Lorenzo
No número 5123 da Calle Larga San Lorenzo, entre os palácios notáveis no caminho para San Lorenzo, abre-se esta casa gótica do século XV que pertenceu a um ramo dos Dolfin.
- Ex Convento di San Giovanni Laterano (Istituto Tommaseo)
Um dos conventos mais azarados e duradouros de Veneza: fundado no início do século XVI, ao lado de um antigo oratório dos cônegos lateranenses, o mosteiro de San Giovanni in Laterano — San Zuan Lateran, como dizem os venezianos — foi consumido por um raio em 1573, renasceu graças a apenas duas freiras, pagava a Roma seu tributo em libras de açafrão e foi extinto em 1810.
- Palazzo Cappello a San Lorenzo
A fachada escura do século XVI do Palazzo Cappello fecha o fundo do rio di San Lorenzo, a poucos passos do campo (praça) Santa Maria Formosa.
- Campo di San Lorenzo
O Campo San Lorenzo (praça) é um dos campos mais amplos e silenciosos de Castello, dominado pela enorme mole de tijolo aparente da igreja que lhe dá o nome, com a fachada nunca completada.
- Igreja de San Lorenzo
No fundo do amplo campo (praça) domina a enorme massa escura de tijolos da igreja de San Lorenzo, reconhecível pela sua fachada tosca que o revestimento marmóreo nunca alcançou.
- Ponte de la Comenda
A Ponte de la Comenda cruza o rio di Sant’Antonin, em Castello, entre a fondamenta de San Giorgio dei Schiavoni e a dos Furlani.
- Scuola di San Giorgio degli Schiavoni
Na silenciosa Fondamenta dei Furlani há um lugar que parece parado no tempo: a Scuola di San Giorgio degli Schiavoni, a confraria dos dálmatas de Veneza.
- Chiesa e Priorato di San Giovanni di Malta
No fim de uma calle (rua veneziana) sem saída, atrás da Scuola degli Schiavoni, uma passagem leva ao pátio silencioso do Priorato di San Giovanni di Malta.
- Calle dei Furlani
Da ponte de la Comenda até o campo delle Gatte (praça) corre a calle (viela) que foi o bairro dos friulanos em Veneza.
- Riello
Um nome pequenino para um canalzinho: em veneziano, “riello” significa um canal estreito, tão estreito que merece o diminutivo.
- Campo delle Gatte
Este pequeno campo no extremo leste de Castello, além de San Francesco della Vigna, tem dois nomes: nos mapas é Campo Ugo Foscolo, mas para os venezianos continua Campo de le Gate.
- Ponte dei Scudi
No coração quieto de Castello, entre a Celestia e San Francesco della Vigna, a Ponte dei Scudi cruza o rio homônimo com a sua estrutura de tijolos e pedras e as faixas de ferro em cruzes oblíquas.
- Calle del Mandolin
Uma calle (viela) de Castello, no coração da paróquia de San Martino, entre a Calle dei Scudi e o Campo dei Due Pozzi (praça), a dois passos do rio (canal veneziano) para o qual dá a Ponte degli Scudi com o seu palácio tardogótico.
- Campo Due Pozzi
Um nome que é uma mentira gentil: no campo dei Due Pozzi (praça), no fundo de Castello em direção a San Martino, de poços hoje só há um. Mas não é um erro: até o século XVI havia de fato dois bocais (bocais de poço) aqui — as fontes os lembram como “pozzi gemelli” (poços gêmeos) e no mapa de de Barbari de 1500 eles aparecem nítidos, um ao lado do outro.
- Calle Magno
No bairro de Santa Ternita, no limite nordeste de Castello, uma calle (viela) tão estreita que você quase não a percebe guarda um dos palácios góticos tardios mais completos de Veneza: Casa Magno, a morada dos séculos XIV e XV de uma família patrícia chegada — dizem — de Oderzo nos tempos das invasões.
- Calle Donà
No limite oriental extremo de Castello, onde a cidade termina no verde do Arsenal, uma calle (viela) leva o nome de um palácio que já não lhe pertence: Calle Donà, do Palazzo Donà erguido originalmente pelos Celsi — a família patrícia que aqui tinha casas desde o século XIII e que fundou, com os Sagredo, a igreja de Santa Ternità.
- Ponte de la Scoazzera
A Ponte de la Scoazzera atravessa o rio dei Scudi num canto silencioso e fora de rota do bairro de Castello, entre a Calle Donà e o Campo a fianco la Chiesa: ponte de pedra, com estrutura de tijolos e pedras e guarda-corpos de ferro com cruzes oblíquas.
- Campo Santa Trinità (Santa Ternita)
Este campo (praça veneziana) tranquilo de Castello fica a poucos passos do Arsenale.
- Ponte del Cristo
Entre o Campo Santa Marina e a Calle del Cristo, a Ponte del Cristo cruza o rio di Santa Marina numa das confluências mais pitorescas de Castello, onde três canais se encontram sob um grupo de palácios antigos.
- Campo della Celestia
O Campo della Celestia é uma das praças mais quietas e afastadas de Castello, um grande espaço arborizado que se abre na margem norte do Arsenal.
- Ramo al Ponte e Ponte San Francesco
A Ponte San Francesco — também chamada “del Nunzio” — atravessa o rio de San Francesco de la Vigna, em Castello, entre o Campiello de la Chiesa e o Ramo al Ponte: é o último passo antes da entrada para o grande campo de San Francesco della Vigna.
- Campo San Francesco della Vigna
No extremo nordeste de Castello, onde Veneza vira quase silêncio, se abre o campo (praça) que deve o nome à vinha ainda cultivada atrás dos muros do convento.
- Igreja de San Francesco della Vigna
No silêncio do seu grande campo (praça) em Castello, San Francesco della Vigna é uma das maiores arquiteturas do Renascimento veneziano: foram os frades Menores observantes que a ergueram sobre as vinhas que Marco Ziani, filho do doge Pietro, deixou para eles em 1253, num lugar que a tradição queria marcado pela aparição do anjo a São Marcos — o “Pax tibi Marce”, que virou o lema da Serenissima, a República de Veneza.
- Oratorio delle Sacre Stimmate
O edifício do século XVII que se debruça sobre o Campo San Francesco della Vigna — o campo (praça) que os venezianos ainda chamam “della Confraternita” — é o oratório da Confraria dos Santíssimos Estigmas sob a invocação de São Pascoal Baylon, a escola devocional ligada à grande igreja franciscana ao lado.
- Salizzada di Santa Giustina
Em Veneza, «salizzada» é um título de honra: quando as calli eram de terra batida e ainda se podia circular a cavalo pela cidade, as primeiras ruas a serem calçadas eram as vias importantes.
- Palazzo Contarini della Porta di Ferro
A Salizzada di Santa Giustina é um dos trechos mais autênticos de Castello: residências nobres sóbrias, altos muros de conventos e, na esquina com o rio di San Francesco, uma estátua de mármore da Virgem com o Menino, atribuída a Giuseppe Torretto.
- Calle del Fontego
Uma calle tranquila do sestiere de Castello (bairro; Veneza tem seis) que vai da Salizada di Santa Giustina até a ponte de mesmo nome sobre o rio: o nome Fontego nada tem a ver com o famoso Fondaco dei Tedeschi — aqui, no século XVIII, havia um fontico de farinha, um dos armazéns públicos onde a Serenissima vendia o pão a preço tabelado para os bairros menos ricos.
- Palazzo Morosini dalla Sbarra
Aos pés da Ponte del Fontego, no coração de Castello, este palácio volta sua fachada para o rio de Santa Giustina com a discrição das casas que não precisam chamar atenção.
- Campo Santa Giustina
Um campo (praça) que parece vazio e no entanto conta tudo: um dos poucos que restam dominados pela água, com o rio di Santa Giustina (canal veneziano) a oeste e o rio di San Francesco della Vigna ao sul — os canais que eram as verdadeiras ruas de Veneza.
- Antiga Igreja de Santa Giustina
No campo que leva seu nome, esta grande fachada barroca voltada para o rio é a casca de uma das igrejas mais antigas de Veneza: não dá para o campo porque a igreja devia ser orientada para o leste.
- Calle Zon
A Calle Zon, atrás do Campo Santa Giustina (praça), leva o nome da família que aqui possui os imóveis ainda hoje: os Zon, chegados a Veneza vindos de Perugia onde se chamavam Boncambi — o novo sobrenome derivou de um ancestral Uguccione, corrompido em Cion e depois Zon. As propriedades de Santa Giustina remontam a 1400, quando Michiele Zon se casou com Lucrezia Dandolo.
- Barbaria delle Tole
Pare sob o nizioleto (a plaquinha branca com o nome da rua): Barbaria de le Tole.
- Palazzo Bragadin
Barbaria delle Tole deve o seu nome curioso aos grandes depósitos de madeiras destinados ao tráfico com as regiões dos Berberes — ou, segundo outra explicação, ao fato de aqui se ’tirarem as barbas’, isto é, se alisarem as tábuas.
- Ospedaletto e Chiesa di Santa Maria dei Derelitti
Ao longo da Barbaria delle Tole — a calle (rua veneziana) onde antigamente desembarcava a madeira, as “tole”, num comércio que espalhava cheiro de resina e poucas vozes —, a fachada do Ospedaletto se impõe como uma máscara barroca.
- Corte Muazzo
Em Castello há um pátio (corte) que nem os mapas digitais mostram: Corte Muazzo, escondido atrás de um sotoportego (passagem coberta) escuro, com entrada pela Calle Muazzo.
- Calle e Ponte dell'Ospedaletto
A Ponte dell’Ospedaletto, de pedra com faixas de ferro em padrão grego, atravessa o rio (canal veneziano) de San Giovanni Laterano e liga a Calle de l’Ospedaleto à Fondamenta (cais) de mesmo nome.
- Calle e Ponte Tetta
A Ponte Tetta atravessa o rio de mesmo nome em Castello, entre a Calle Tetta e a fondamenta, a dois passos de San Giovanni Laterano.
- Calle Lunga Santa Maria Formosa
Uma das calles (vielas) mais compridas de Castello volta da Fondamenta Tetta (cais) rumo ao Campo Santa Maria Formosa (praça): uma rua de lojinhas, livrarias e pequenos pátios onde convivem dois mundos — a Veneza medieval, que aqui deixou num pátio interno uma vera da pozzo (bocal de poço), uma das mais antigas da cidade, e a Veneza de cartão-postal, com a livraria mais fotografada da cidade, aquela Acqua Alta onde os livros ficam numa gôndola para escapar das marés.
- Basílica de Santa Maria Formosa
No campo (praça) que leva o seu nome se ergue uma das igrejas mais amadas de Veneza, tanto que os venezianos a chamam simplesmente de “a Formosa”.
- Oratorio di Santa Maria Formosa
Entre a mole codussiana da igreja e o campanário do século XVII se encaixa um edifício baixo e anônimo, quase uma rolha de alvenaria: é o Oratorio di Santa Maria Formosa, no primeiro andar acima da sacristia.
- Palazzo Vitturi
No lado nordeste do campo (praça) de Campo Santa Maria Formosa, no número 5246, ergue-se o edifício mais antigo da praça: Palazzo Vitturi, construído na segunda metade do século XIII, em pleno estilo vêneto-bizantino.
- Palazzo Donà em Santa Maria Formosa
No lado norte do Campo Santa Maria Formosa (praça), um dos campos mais cenográficos de Veneza, alinham-se os três Palazzi Donà: o da direita, nos números 6125-6126, é o mais antigo e o mais interessante.
- Palazzo Priuli già Ruzzini
Fecha o lado norte do Campo Santa Maria Formosa, um dos campos mais cênicos de Veneza, e sua fachada de inspiração clássica se reconhece na hora: três ordens de pilastras, faixas entre andares, balaustradas e uma grande mansarda em arco que prolonga a fachada acima do telhado.
- Borgoloco Pompeo Molmenti
Pequeno campo (praça) recolhido entre o campo Santa Marina e o campo Santa Maria Formosa, no sestiere (bairro) de Castello: o topônimo ’borgoloco’ existe em Veneza só aqui e junto a San Lorenzo.
- Fondamenta del Dose
A Fondamenta del Dose (cais) acompanha o rio (canal veneziano) di Santa Marina, no sestiere (bairro; Veneza tem seis) de Castello, entre Campo Santa Marina (praça veneziana) e Santa Maria Formosa: um canal tranquilo, cercado por casas altas e pontes de pedra.
- Calle del Paradiso
A poucos passos de San Lio você entra num canto de Veneza parado na Idade Média: a Calle del Paradiso (viela), estreita e escura, com as casas ainda cobertas pelos telhados de madeira salientes sobre os barbacani (traves de madeira em balanço) — as vigas que avançavam para alargar os cômodos sem roubar espaço da passagem.
- Ponte dei Preti
Uma ponte de pedra sobre o rio (canal veneziano) del Pestrin, a poucos passos da Ponte del Paradiso, numa das paisagens mais felizes de Veneza: aqui, “preti” e “paradiso” se encontram na mesma esquina à beira d’água.
- Ponte delle Bande
Sobre o Rio del Mondo Novo (canal veneziano), a poucos passos da fachada de Santa Maria Formosa, esta ponte de pedra e tijolos guarda no nome a lembrança de uma invenção veneziana: as “bande”, ou parapeitos.
- Ponte della Guerra
A Ponte de la Guerra cruza o rio de San Zulian, a poucos passos da Merceria, na divisa entre San Marco e Castello.
- Palazzo Papafava o Tasca
No fim da curta fondamenta, depois da Ponte della Guerra — a ponte cujo nome vem das “guerras” de socos entre facções venezianas —, fica um palácio que reúne várias histórias.
- Calle dei Segretari
Uma calle (viela) que abraça o flanco sul da igreja de San Zulian, entre o campo (praça) e as Specchieri, e que leva o nome de um ofício invisível: os secretários.