Um percurso a pé com 82 paradas, de Colunas da Piazzetta San Marco a Praça de São Marcos.
As paradas
- Colunas da Piazzetta San Marco
Por séculos, quem chegava a Veneza pelo mar entrava na cidade passando por aqui: as duas colunas da Piazzetta eram a porta monumental da Sereníssima, o vão entre o poder do Palácio Ducal e a ciência da Libreria.
- Molo di San Marco
É a única margem de Veneza que se chama molo: o trecho de fondamenta (cais) diante da Piazzetta, entre a Ponte della Paglia e a Ponte della Zecca.
- Ponte della Paglia
A Ponte della Paglia parece uma das muitas pontes de Veneza: larga e movimentada.
- Ponte dos Suspiros
A Ponte dos Suspiros parece uma pequena arquitetura de cartão-postal, mas nasceu como dispositivo da justiça veneziana.
- Prigioni Nuove
Em frente ao Palácio Ducal, para além do rio (canal estreito) atravessado pela Ponte dos Suspiros, o Palazzo delle Prigioni é um dos primeiros edifícios da Europa construídos de propósito para servir de cárcere: severa fachada classicizante de um único andar, com pórtico e poderosos blocos almofadados da Ístria, iniciada em 1563 por Rusconi, retomada por Antonio da Ponte em 1589 e concluída pelos Contino em 1614.
- Riva degli Schiavoni
A Riva degli Schiavoni é a longa margem de água que acompanha o Bacino di San Marco no bairro de Castello.
- Calle delle Rasse
A dois passos da Ponte dos Suspiros, uma calle (viela) estreita desce da Riva degli Schiavoni em direção a San Provolo: é a Calle delle Rasse, e seu nome é um pedaço de geografia medieval — a rassa, ou rascia, era o pano de lã comum importado do reino de Rascia, a antiga Sérvia, e aqui se vendia para cobrir os felzi (cabines) das gôndolas.
- Palazzo Dandolo
O Palazzo Dandolo é o grande edifício gótico que hoje você reconhece pela placa do Danieli, mas sua história começou como residência de uma família patrícia.
- Portale dei Bon a San Provolo
No fim da Salizzada San Provolo, antes da entrada no tranquilo Campo San Zaccaria, um portal de gótico florido serve de soleira monumental: o Portale dei Bon, com a Madona e o Menino entre São João Batista e São Marcos, é uma das obras mais celebradas do século XV veneziano.
- Igreja de San Zaccaria
Uma das igrejas mais ricas de história de Veneza, a dois passos da Praça de São Marcos.
- Monumento a Vittorio Emanuele II
Quem caminha pela Riva degli Schiavoni acaba passando por ele sem saber quem representa.
- Ponte della Pietà
Esta ponte de pedra, com balaustradas de pequenas colunas, atravessa o Rio dei Greci, canal veneziano, junto à Riva degli Schiavoni.
- Igreja da Pietà
Na Riva degli Schiavoni, a Igreja da Pietà é o monumento de Antonio Vivaldi: aqui o Padre Ruivo ensinou violino por quase quarenta anos às “Filhas do Coro”, as jovens orfãs do Ospedale fundado em 1346 para as crianças abandonadas na “scaffetta”.
- Calle della Pietà
A Calle della Pietà (viela) é um pequeno arquivo a céu aberto, escondida atrás da igreja homônima e debruçada sobre o rio della Pietà (canal veneziano).
- Calle del Doge
Calle (viela) do sestiere (bairro veneziano) de Castello que da Riva degli Schiavoni, logo depois da ponte del Sepolcro, leva até campo Bandiera e Moro (praça), o antigo campo de San Giovanni in Bragora.
- Campo Bandiera e Moro
Pare sob as árvores do Campo Bandiera e Moro.
- Igreja de San Giovanni in Bragora
No quieto campo Bandiera e Moro (praça), atrás da Riva degli Schiavoni, San Giovanni in Bragora é uma joia tardogótica reconstruída entre 1475 e 1505 sobre uma fundação lendária de 829 — uma das oito igrejas que São Magno edificou em sonho.
- Calle della Morte
Poucas ruas no mundo têm um nome tão explícito: Calle della Morte.
- Palazzo Gabrielli
No número 4107 da Riva degli Schiavoni, com as janelas mouriscas voltadas para o Bacino di San Marco, o Palazzo Gabrielli é uma residência do gótico tardio, do fim do século XIV: a fachada e o pátio interno conservam pateras e fragmentos decorativos vêneto-bizantinos entre as intervenções modernas.
- Ponte della Cà di Dio
No calçadão da Riva degli Schiavoni, entre o Bacino di San Marco e o Arsenale, uma larga ponte de pedra atravessa o rio della Cà di Dio (canal veneziano).
- Celeiros da República
Entre a Riva Ca’ di Dio e os portões do Arsenal, estende-se a “despensa” da frota veneziana: a poucos passos dos estaleiros de onde saíam as galés, a Sereníssima concentrava ali todo o processo de produção do pão de bordo.
- Chiesa di San Biagio
Ao lado do Museu Histórico Naval, onde o rio dell’Arsenale (canal veneziano) encontra o campo (praça veneziana) que hoje leva o nome de Angelo Emo, fica a igreja que os venezianos chamam de San Biagio dei Marinai: a única igreja da Itália que pertence de fato à Marinha Militar.
- Monumento ad Angelo Emo
No fim da via Garibaldi, onde Castello olha para a bacia, o Campo Angelo Emo — antes Campo San Biagio — é uma pequena praça militar: dão para ele a igreja de San Biagio, templo histórico da Marinha Militar, e o monumento ao exército que socorreu Veneza nas grandes enchentes.
- Fondamenta di San Biagio
Passada a Ponte dell’Arsenale, a margem que corre até a Ponte della Veneta Marina é a Fondamenta di San Biagio, que os venezianos chamam de Riva San Biasio.
- Riva dei Sette Martiri
Esta é uma das margens mais amplas e arejadas de Veneza: são 850 metros de um cais monumental aberto para o Bacino di San Marco, sem parapeitos, entre o Arsenale e os Giardini della Biennale.
- Via Garibaldi
Boas-vindas à Via Garibaldi, a única rua de Veneza que pode ostentar oficialmente o título de “Via”: uma exceção absoluta numa toponímia feita de calli (ruas), campi (praças) e rii (canais venezianos).
- Giardini Pubblici di Venezia
No extremo leste de Veneza, onde a cidade se abre para o Bacino di San Marco, estendem-se os Giardini Pubblici: o grande parque idealizado por Napoleão, projetado no plano de 1810 por Giannantonio Selva, o arquiteto do Teatro La Fenice.
- Motta di Sant'Antonio
Entre a Via Garibaldi e a Riva dei Sette Martiri, sob as alamedas e os gramados dos Giardini Pubblici, repousa um bairro que já não existe: a Motta di Sant’Antonio.
- Ponte sul Rio di San Giuseppe
Na entrada dos Giardini Pubblici, onde a margem de Castello começa a olhar para a laguna aberta, esta ponte cruza o rio di San Giuseppe (canal veneziano) — o rio de Sant’Isepo, do nome veneziano da igreja que lhe fica em frente.
- Viale Trieste
O Viale Trieste é a longa avenida que margeia a Bacia de São Marcos atravessando os Giardini, na parte dedicada aos monumentos: entre as árvores encontram-se bustos e estátuas de exploradores, aviadores, músicos e poetas — de Francesco Querini a Wagner, de Pier Luigi Penzo a Carducci.
- Palazzo dell'Esposizione della Biennale
No coração verde dos Giardini Pubblici napoleônicos, no extremo leste de Veneza, fica o palácio que criou a mais antiga exposição de arte contemporânea do mundo: o Palazzo dell’Esposizione, inaugurado em 1895 por iniciativa do prefeito e poeta Riccardo Selvatico e renovado a cada dois anos.
- Viale Vittorio Veneto
A única avenida de Veneza fica onde você menos espera: no extremo de Castello, na ilha de Sant’Elena, onde uma avenida de verdade — asfaltada, arborizada e aberta para o horizonte — corta o Parco della Rimembranza.
- Igreja de Sant'Elena
Na extremidade oriental de Veneza, na ilha que toma seu nome, ergue-se a igreja de Sant’Elena, voltada para a lagoa junto ao Parco della Rimembranza, onde sobrevive parte do antigo prado.
- Viale Quattro Novembre
O Viale Quattro Novembre é um passeio de Sant’Elena que junta duas faces de Veneza: o verde dos Giardini della Biennale e a água do Rio di Sant’Elena.
- Paludo di Sant'Antonio
No extremo leste de Veneza, a rua que hoje se chama Paludo di Sant’Antonio carrega no nome a sua origem: aqui havia uma velma — um pântano de lagoa — que o Conselho Maior doou em 1334 a dois cidadãos para que a consolidassem e a tornassem habitável.
- Campo di San Giuseppe
O Campo di San Giuseppe (praça) abre-se em torno da igreja de Sant’Isepo, na parte de Castello que há cinco séculos ainda era água e marismas: aqui afloravam as ilhotas de Secco Marina e de Paludo, drenadas quando o Senado, em 1512, decretou a construção de uma igreja dedicada a São José.
- Chiesa di San Giuseppe di Castello
No extremo leste de Veneza, depois da via Garibaldi e dos Jardins, San Giuseppe di Castello — Sant’Isepo, em veneziano — surgiu por decreto do Senado em 25 de junho de 1512, em pequenas ilhas aterradas da Secco Marina.
- Corte Soldà
Um pátio de Castello atrás do rio (canal veneziano) de San Giuseppe, com um nome para ler «Solta»: assim está escrito nos registros fiscais, do apelido da família Dalle Cipriote, talvez originária da ilha dálmata de Solta.
- Calle Correra
Uma calle (viela) do Castello mais interior, entre a Via Garibaldi e a Fondamenta di Sant’Anna, com sua corte (pátio) e seus três rami (travessas).
- Fondamenta Sant'Anna
A fondamenta corre ao longo do rio di Sant’Anna, no coração popular de Castello, a dois passos do Arsenale e dos Giardini della Biennale.
- Chiesa di Sant'Anna
No fim da Via Garibaldi, onde o sestiere (bairro veneziano) de Castello dá lugar ao silêncio e aos campos de futebol, a igreja de Sant’Anna se apoia em seu rio (canal veneziano) como um navio parado: desconsagrada, fechada, com as portas trancadas há anos.
- Ponte di Quintavalle
A Ponte di Quintavalle é uma das pontes de madeira mais longas de Veneza: 53 metros de passarela sobre o Canale di San Pietro ligando a região da Via Garibaldi e a Fondamenta Sant’Anna (cais) à ilha de San Pietro di Castello, o antigo núcleo episcopal da cidade.
- Campo di San Pietro di Castello
Na extremidade oriental de Veneza, onde a cidade termina e começa a laguna, o Campo San Pietro (praça) é a única praça veneziana que merece de verdade seu nome: um campo, com grama de verdade sob os pés e árvores sombreando os bancos.
- Basílica de San Pietro di Castello
Pare no Campo San Pietro (o campo é a praça veneziana), no extremo nordeste de Castello: é aqui que Veneza guarda a sua antiga catedral, isolada numa paisagem de água, grama e casas baixas.
- Salizzada Stretta
A dois passos de Campo di Ruga (campo é a praça), no coração de Castello, esta rua traz um nome que é quase um paradoxo: salizzada, ou seja “calçada”, e streta, ou seja estreita.
- Campo di Ruga
Pare no Campo Ruga, a poucos passos de San Pietro di Castello.
- Riello (calle, ponte e fondamenta)
Calle (viela), ponte e fondamenta (cais) Riello, entre Via Garibaldi e San Pietro di Castello: os guias da época o colocavam «entre os bairros mais populares e característicos» de Veneza, e não mudou muito.
- Complexo de San Gioacchino
Onde a Via Garibaldi se interrompe e começa a Fondamenta di San Gioacchino, o rio di Sant’Anna guarda um dos complexos de caridade mais antigos de Veneza.
- Ponte Nuovo
Na entrada da Via Garibaldi, esta ponte de mármore fecha o último trecho navegável do rio di Castello, aqui chamado rio della Tana: do patamar, no fundo do canal à direita, alinha-se um longo trecho das altas muralhas com ameias que cercam o Arsenale.
- Igreja de San Francesco di Paola
Na Via Garibaldi, a “estrada napoleônica” nascida do aterro do rio di Castello (canal veneziano), debruça-se a igreja dos Mínimos: nascida como hospital mandado construir em 1291 pelo bispo Bartolomeo Querini, foi confiada em 1588 à Ordem de São Francisco de Paula e consagrada em 1619 com o título duplo dos Santos Bartolomeu e Francisco.
- Fondamenta della Tana
Uma fondamenta (cais) tranquila de Castello, um daqueles cantos de Veneza onde há mais moradores do que turistas.
- Campo della Tana
Um calçamento largo e silencioso logo fora dos muros ameados do Arsenal: é o Campo della Tana, por séculos a antecâmara do estaleiro das cordas — além do muro corria o barracão onde se torciam as gumenas da frota, contado na ficha da fondamenta.
- Fondamenta dell'Arsenale
A Fondamenta (o caminho à beira do canal) dell’Arsenale costeia o lado meridional das grandes muralhas ameadas que fecham o coração industrial da Serenissima: três quilômetros de tijolos vermelhos em torno de 48 hectares de estaleiros, oficinas e dársenas, cerca de 15% da Veneza insular.
- Arsenal Monumental de Veneza
O portal que fecha o Campo dell’Arsenale (praça) é o primeiro verdadeiro arco do triunfo renascentista de Veneza, erguido quando a queda de Constantinopla tornou urgente retomar o poder naval da Serenissima: o modelo é o Arco dos Sérgios de Pola, e as obras terminaram em 1460.
- Museu Histórico Naval
Num imponente edifício do século XV na Riva San Biagio, outrora um dos armazéns de cereais da República que abastecia a frota de biscoitos, a Marinha Militar guarda o mais importante museu naval da Itália.
- Fondamenta di fronte all'Arsenale
A margem que fica diante do Arsenale, na outra borda do rio: o nome é pura geografia — em veneziano, fondamenta de fazza l’Arsenal (margem em frente ao Arsenal) — mas o ponto de vista é o melhor de Veneza para as muralhas ameadas, as torres da entrada aquática e a barreira do grande canteiro da Serenissima.
- Campo San Martino
A dois passos das portas do Arsenal há um campo que em Veneza é exceção: alongado ao longo da fachada e do flanco da igreja, espremido entre dois rii, e — coisa raríssima — sem poço.
- Igreja de São Martinho
A dois passos do Arsenale (o estaleiro naval veneziano), a elegante igreja de São Martinho se debruça sobre o campo homônimo com sua fachada de tipo toscano, concluída apenas no século XIX. A fundação é antiquíssima: situa-se por volta da metade do século VIII nas ilhas Gemini, talvez por obra de uma colônia de lombardos ou de refugiados ravenenses devotos de Martinho de Tours, e as crônicas recordam sua consagração em 932. Em 1546 Jacopo Sansovino a reconstruiu girando-a de noventa graus e dando-lhe uma planta quadrada, caso único entre suas igrejas venezianas.
- Fondamenta dei Pennini
No coração mais quieto de Castello, entre o Campo San Martino e o rio delle Gorne, corre uma fondamenta (cais) de nome singular: Fondamenta dei Pennini.
- Calle del Pestrin
Entre a Fondamenta dei Pennini e a Calle dei Corazzeri, atrás do Campo San Martino, esta calle (viela) recebe o nome do «pestrin» (leiteiro): o artesão que trabalhava e vendia o leite e seus derivados.
- Salizzada del Pignater
A Salizzada del Pignater, em Castello, traz no nome uma profissão desaparecida: aqui tinha sua loja um “pignater”, vendedor de panelas.
- Igreja de Santo Antonino
Uma igreja antiquíssima do sestiere (o bairro veneziano) de Castello, ao longo da salizada (a rua pavimentada) homônima, a dois passos do rio della Pietà e de San Giovanni in Bragora.
- Ponte Sant'Antonin
Uma ponte de pedra em tijolos e pedras, com faixas de ferro em meandros, restaurada em 2001, que fecha o rio de Sant’Antonin (canal veneziano) onde a salizada dei Greci (uma das primeiras ruas calçadas) encontra o campo (praça) homônimo.
- Salizzada dei Greci
A rua que da Salizzada Sant’Antonin corre em direção ao rio dei Greci (canal veneziano) e à igreja de San Giorgio é a espinha dorsal da antiga colônia grega de Veneza — aqui ainda hoje fica a sede da arquidiocese ortodoxa da Itália e Malta.
- Collegio Flanghini
No tranquilo Campo dei Greci, a poucos passos da igreja ortodoxa de San Giorgio e de seu campanário inclinado, abre-se o pequeno pátio do Collegio Flanghini, o coração intelectual da comunidade grega de Veneza.
- Igreja de San Giorgio dei Greci
Na Salizzada dei Greci (uma das primeiras ruas calçadas), sob o campanário que pende sobre o rio (canal veneziano), ergue-se a mais antiga igreja da diáspora ortodoxa: construída pelos Gregos de Veneza entre 1539 e 1577 depois de um século de disputas com o Senado, San Giorgio foi o coração da “nação” grega — 4 mil pessoas entre mercadores, intelectuais e estradiotes — que aqui celebrava o rito bizantino sob o metropolita de Filadélfia.
- Museo delle Icone Bizantine
No pátio tranquilo da Scoletta di San Nicolò, ao lado da igreja ortodoxa de San Giorgio dei Greci, um pequeno museu único na Itália guarda o tesouro da mais importante comunidade grega do Ocidente: o Museu de Ícones do Instituto Helênico.
- Ponte dei Greci
A seiscentos metros de San Marco, onde a Fondamenta di San Lorenzo encontra a Calle della Madonna, uma ponte de pedra cruza o rio dei Greci e marca a porta de entrada da pequena Grécia de Veneza.
- Palazzo Zorzi a San Severo
Entre a Salizada Zorzi (uma das primeiras ruas pavimentadas) e o rio di San Severo (canal veneziano), no sestiere de Castello (bairro; Veneza tem seis), destaca-se o revestimento branco de pedra da Ístria do Palazzo Zorzi, também chamado Zorzi Galeoni.
- Ponte dell'Osmarin
A dois canais de San Marco, sobre o rio de San Provolo — que os venezianos chamam de rio de l’Osmarin — esta pequena ponte de pedra e tijolos é uma parada obrigatória para as gôndolas.
- Palazzo Priuli all'Osmarin
Sobre a Fondamenta dell’Osmarin (cais), no canto com o rio que toma o nome da vizinha Ponte del Diavolo, o Palazzo Priuli é uma das mais belas casas góticas de Veneza: foi mandada construir por Giovanni Priuli, que aqui morreu em 1456.
- Campo San Provolo
Um arco ogival separa Campo San Zaccaria de Campo San Provolo: você passa sob um portal em gótico florido e entra numa pequena praça que leva o nome de uma igreja que não existe mais.
- Campo Santi Filippo e Giacomo
A poucos metros da multidão da Piazza San Marco, o Campo Santi Filippo e Giacomo tem um ritmo próprio: é um campo (praça veneziana) popular e cheio de vida, com a vera da pozzo (bocal de poço), mesas ao ar livre e uma igreja que já não existe.
- Igreja de San Giovanni Novo
No quieto campo atrás da zona de San Zaccaria, San Giovanni Novo — em veneziano San Zan Novo — é uma das igrejas mais antigas de Veneza: fundou-a em 968 a família Trevisan, dedicando-a a São João Evangelista ’in Oleo’ (no óleo), do martírio no óleo fervente que o santo teria milagrosamente superado diante da Porta Latina de Roma; ’Novo’ porque foi a segunda igreja veneziana dedicada ao apóstolo.
- Ruga Giuffa Sant'Apollonia
A Ruga Giuffa Sant’Apollonia corre em Castello da Ponte di Canonica ao campo dei Santi Filippo e Giacomo, atrás da Ponte dei Sospiri.
- Ponte di Canonica
Atrás da Basílica, onde a Ruga Giuffa de Sant’Apollonia (rua veneziana) encontra a Fondamenta de la Canonica (cais), uma sólida ponte de pedra atravessa o Rio di Palazzo (canal veneziano), também chamado aqui de rio de Canonica.
- O chiostrino di Sant'Apollonia
A trinta passos do adro apinhado da Basílica, por trás das absides de São Marcos, um limiar discreto se abre sobre um dos lugares mais surpreendentes de Veneza: o chiostrino di Sant’Apollonia, o único claustro românico que sobrevive na cidade.
- Igrejinha de San Teodoro
Por trás da abside da Basílica, num pequeno pátio onde poucos chegam, esconde-se uma das igrejas menores e mais significativas de Veneza: a igrejinha de San Teodoro.
- Palácio Ducal
Por quase mil anos, deste palácio se decidiu o destino de Veneza.
- Palazzo Trevisan Cappello
Nos fundos do Palazzo Ducale, sobre o canal que desce da Ponte dei Sospiri (Ponte dos Suspiros), debruça-se um palácio que pode rivalizar em riqueza com a vizinha Basílica: Palazzo Trevisan Cappello, uma das moradias privadas mais suntuosas do primeiro Renascimento veneziano, com a fachada inteiramente revestida de mármores policromados, discos de pórfiro e incrustações geométricas.
- Igreja de San Basso
Engastada entre os edifícios da Torre do Relógio, com o flanco voltado para a Basílica, a pequena igreja de San Basso é uma das mais antigas de Veneza: foi idealizada em 1076 pela família tribunícia Elia, que a dedicou a São Sabas, abade, e depois ao bispo e mártir Basso de Nice.
- Praça de São Marcos
É o único espaço de Veneza chamado “Piazza” — todos os outros são campos — porque única queria ser também no nome.