Lá no alto, entre as biforas góticas, dentro de um nicho de mármore, está um velho barbudo em tamanho natural: o corpo é coberto de pelos, e com ambas as mãos segura dois pinos aos quais está pendurado um disco solar. Os venezianos o chamam há séculos “el vecio pien de peo”, o velho cheio de pelos. É uma das figuras mais enigmáticas confiadas à fachada de um palácio: não um brasão, não um santo, um personagem que cada um lê à sua maneira.