No branco da fachada há um olho negro: uma bala de canhão encravada na base do primeiro pilar, e acima uma data gravada na pedra — 6 de agosto de 1849. Não é decoração e não foi parar ali por acaso: é uma ferida que Veneza decidiu não fechar. No verão de 1849 Veneza era a última fortaleza italiana ainda de pé: desde março do ano anterior libertara-se dos austríacos e proclamara a República de São Marcos, com Daniele Manin presidente.