Ao lado das arcadas solenes do Fondaco dei Turchi, este paralelepípedo de tijolos nus é a fachada mais desadorna do Grande Canal — e o é de propósito: aqui não se ostentava riqueza, empilhava-se pão. O Fondaco del Megio era o celeiro público da Sereníssima, o armazém do megio (o milhete) que devia alimentar a cidade nos dias de escassez: três portais para os barcos, fileiras de janelinhas para arejar os sacos, ameias brancas no topo e o Leão de São Marcos ao centro a dizer ’isto é do Estado’.